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Advocacia

A maior parte de quem chama o escritório não é caso seu. E descobrir isso custa hora de advogado.

Num escritório com movimento, a maioria dos contatos que chegam pelo WhatsApp está fora da área de atuação ou não tem caso a patrocinar. Cada um consome de cinco a quinze minutos de alguém caro. No fim do mês são dezenas de horas gastas para chegar aos poucos casos que importam — e ainda assim o contato de sábado à noite só é lido na segunda.

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A triagem acontece na hora, e ela é só triagem

O agente atende quem escreveu, deixa a pessoa contar o que aconteceu e organiza os fatos. Quando o caso chega ao escritório, já vem com a área identificada, os documentos listados e a urgência sinalizada.

Uma pergunta ele faz sempre, logo no começo: existe algum prazo em curso? Intimação recebida, audiência marcada, carta com data. Se a resposta for sim, ele para o levantamento e chama uma pessoa na mesma hora.

O que ele levanta antes de passar o caso

  • O que aconteceu, na descrição da própria pessoa.
  • Quando aconteceu, ou desde quando dura a situação.
  • Se existe prazo em curso: intimação, carta ou audiência marcada.
  • Cidade e estado onde a situação ocorreu.
  • Quais documentos a pessoa já tem em mãos.
  • Se ela já tem advogado constituído nesse caso.

Onde termina o agente e começa o advogado

Esta é a parte que costuma decidir a conversa, e por isso ela está aqui e não escondida num termo de uso. Análise de caso é ato privativo de advogado, e publicidade na advocacia tem regra própria. O agente foi escrito dentro dessas duas linhas:

  • Toda avaliação de mérito e de chance de êxito fica com o advogado.
  • Interpretação de lei e de decisão é do escritório — o agente coleta os fatos.
  • Honorários são definidos pelo advogado, na consulta, caso a caso.
  • Prazos de retorno, audiência e decisão são informados pelo escritório.
  • Quem já tem advogado constituído é orientado a tratar diretamente com ele.

O agente entrega o caso organizado — fatos, prazo e documentos — e a manhã do advogado começa na análise, não na descoberta de que aquele contato nem era caso do escritório.

A configuração desta vertical segue as regras da OAB — o Código de Ética e Disciplina e o Provimento 205/2021 do CFOAB — e foi revisada por advogado antes de entrar no ar.

Uma esteira onde nenhum caso fica parado sem ninguém ver

Do primeiro contato até a procuração assinada. Cada caso é um card com responsável e prazo, e as fases se ajustam ao seu escritório.

  1. 01
    Novo contato

    Chegou pelo WhatsApp, o agente assumiu o atendimento.

  2. 02
    Triado

    Área identificada e fatos coletados. Vai para um advogado.

  3. 03
    Consulta agendada

    Reunião marcada, presencial ou por vídeo.

  4. 04
    Análise de documentos

    Documentos recebidos, viabilidade em avaliação.

  5. 05
    Proposta enviada

    Proposta de honorários na mão do consulente.

  6. 06
    Contratado

    Contrato e procuração assinados.

  7. 07
    Fora de escopo

    Não é área do escritório, ou não há caso a patrocinar.

  8. 08
    A retomar

    Falta documento, ou a decisão ficou para depois.

A fase “Fora de escopo” não é descarte: é a conta do que você deixou de gastar. No primeiro mês ela costuma ser a maior da esteira, e é o número que ninguém tinha antes.

De onde vêm os casos que viram contratação

Vale para quem investe em mídia, mas vale ainda mais para quem vive de indicação — que é quase todo escritório. O nome de quem indicou fica registrado no contato, desde a entrada.

Passado um ano, isso responde a uma pergunta que praticamente nenhum escritório sabe responder: quais três ou quatro pessoas sustentaram a carteira. São exatamente as que mereciam um telefonema de agradecimento e nunca receberam, porque o dado não existia em lugar nenhum.

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Para quem isso funciona — e para quem não funciona

O que decide não é o tamanho do escritório, é o volume de contatos. Se chega gente pelo WhatsApp todo dia e alguém precisa parar o que está fazendo para separar o que é caso do que não é, você já está pagando por essa triagem — em hora de trabalho. É o caso típico de quem atua em previdenciário, trabalhista, família ou consumidor.

Onde não faz diferença: quando os contatos são poucos e cabem na cabeça de uma pessoa, ou quando o caso entra por relação pessoal e indicação direta, sem triagem a fazer — o contencioso empresarial de alto valor costuma ser assim. Preferimos dizer isso agora.

Fora esses dois cenários, a conta é sua e é simples de fazer: conte quantos contatos você recebeu no último mês, estime quantos não eram caso do escritório e multiplique pelos minutos que cada um consumiu.