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Arquitetura e interiores

A reunião de briefing é o seu produto mais caro. E você dá muitas de graça.

O contato chega pelo Instagram encantado com uma referência, você separa uma hora para conversar — e descobre no meio da reunião que a obra não existe, que a verba é outra ou que a pessoa queria só uma planta rápida. Não foi má-fé: ninguém perguntou nada antes. O tempo que você gasta em briefing sem projeto é o custo mais silencioso do escritório.

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O agente entende o projeto antes de você sentar com a pessoa

Ele conversa como alguém do escritório — uma pergunta por vez, sem parecer formulário — e só marca a conversa quando já sabe que tipo de projeto é, em que etapa está a obra e para quando a pessoa precisa.

Uma regra ele não quebra: não fala em honorários. Projeto de arquitetura se precifica por escopo, metragem e etapas — número solto antes do briefing vira âncora e estraga a sua proposta. Se insistirem, ele explica isso e devolve a conversa para você.

O que ele levanta antes de marcar a reunião

  • Que tipo de projeto — residencial, comercial, reforma ou interiores?
  • Metragem aproximada do espaço.
  • Em que etapa está: só a ideia, imóvel comprado, obra em andamento?
  • Prazo em que a pessoa quer o projeto entregue.
  • Se já existe planta, levantamento ou projeto anterior.
  • Se há construtora, marcenaria ou outro profissional envolvido.

Do primeiro contato ao contrato assinado

Cada contato vira um card com responsável e data. As fases se ajustam ao jeito do seu escritório trabalhar.

  1. 01
    Novo contato

    Chegou pelo Instagram ou por indicação. O agente assumiu.

  2. 02
    Triado

    Tipo de projeto, metragem, etapa da obra e prazo levantados.

  3. 03
    Reunião de briefing

    Conversa marcada, presencial ou por vídeo.

  4. 04
    Proposta enviada

    Escopo e honorários na mão do cliente.

  5. 05
    Em negociação

    Pediu ajuste de escopo, de etapas ou de prazo.

  6. 06
    Contratado

    Contrato assinado, projeto entra na agenda.

  7. 07
    Não seguiu

    Sem verba, sem obra, ou fechou com outro escritório.

  8. 08
    A retomar

    A obra não começou. Volta quando a reforma sair do papel.

A fase “A retomar” é a que mais rende em arquitetura. Reforma adiada volta — só que seis meses depois, quando ninguém no escritório lembra mais daquela conversa.

A proposta que você mandou e ninguém retomou

Entre enviar a proposta e o cliente decidir passam semanas: ele vai conversar com o cônjuge, esperar a obra, comparar com outro escritório. Isso é normal. O que custa caro é o escritório sumir junto — e a proposta de abril morrer porque maio foi corrido.

Cada proposta enviada vira uma tarefa com data. O acompanhamento mostra há quantos dias cada uma está parada, que é o número que hoje não existe em lugar nenhum.

Uma proposta recuperada por semestre já paga anos de sistema. E ela é o contrato mais barato que existe: a pessoa já conhece você e já viu o escopo.

Quem indicou fica registrado

Arquitetura vive de indicação — de cliente antigo, de construtora, de marcenaria, de colega que não pegou o trabalho. Esse dado normalmente se perde, e no fim do ano ninguém sabe dizer quais três pessoas sustentaram a agenda do escritório.

O agente pergunta a origem na entrada e ela fica no contato até o contrato. Quando você quiser cuidar de quem te indica, vai saber exatamente quem procurar.

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